Participei de um processo seletivo que se estendeu por várias semanas e apresentou inúmeros problemas de comunicação e organização. A primeira etapa foi uma entrevista apenas para "conhecer" os candidatos, conduzida por um membro da equipe com pouca autonomia, onde foi informado pela primeira vez o valor da remuneração (R$30/hora). No entanto, esse valor não contempla o tempo exigido antes do início das aulas (15 minutos) nem o tempo gasto corrigindo atividades ou respondendo dúvidas dos alunos fora da aula — tarefas que, apesar de exigidas, não são remuneradas.
A segunda etapa foi o envio de um vídeo resolvendo questões de lógica e uma apresentação técnica gravada. Na etapa seguinte, chamada “pré-test”, foi solicitado o envio de uma aula de 20 minutos com base em um conteúdo pré-definido pela empresa. Essa mesma aula seria posteriormente apresentada em duas novas entrevistas — uma com a treinadora e outra com a equipe de QA.
Após todo esse processo, é dado a entender que o candidato foi aprovado. Porém, ao invés de formalização contratual com vínculo empregatício claro, o que é oferecido é um contrato de freelancer sem respaldo jurídico no Brasil, eles tentam te fazer acreditar que você já está contratado porém não está, pois você pode ser eliminado do Onboarding o que não é deixado claro pela empresa. A etapa seguinte é um "onboarding" de três semanas, com provas didáticas e sessões práticas que duram, em média, 4 horas cada. Nelas, os candidatos simulam aulas e também assumem o papel de alunos — tudo isso sem qualquer remuneração.
Durante esse período, não há suporte claro por parte da empresa, o que deixa muitos candidatos desorientados. O discurso de que o processo serve como um “aperfeiçoamento pessoal” e que “a maioria será contratada” não condiz com o que se observa na prática: a maior parte dos participantes é desligada ao fim do onboarding, após semanas de dedicação gratuita. A empresa também costuma remover os candidatos dos canais de comunicação sem oferecer justificativa detalhada, e o feedback final costuma ser genérico e evasivo.
Minha experiência foi extremamente frustrante. Considero que o processo foi desrespeitoso com o tempo e o esforço dos candidatos, te dão a falsa esperança que basta você se esforçar e ir bem que você será contratado porém não, eles selecionam somente os melhores dos melhores e te iludem com um contrato que não vale nada antes do onboarding para você se sentir já contratado o que não é a realidade. Recomendo cautela a quem considerar participar.